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Acervo Pessoal de Bordado

Uma coleção só faz sentido na medida em que cada um se sente refletido e homenageado de alguma forma. Quando provoca questionamentos, de maneira que cada informação captada resulte em mais uma pergunta, numa sucessão de eventos que nos transforme e nos faça melhores, como seres humanos, como cidadãos e como profissionais.
O meu acervo de bordado foi criado sob essa perspectiva, homenageando em primeiro lugar todas as pessoas que vieram como imigrantes para colonizar terras tão diferentes, mas mesmo assim com a ansiedade de fazer um mundo melhor, colocando em prática todas as suas tradições. Foi assim com meus avôs maternos Carlos e Ottilia Albrecht – que vieram da Alemanha e avôs paternos Fritz e Bille Alkschbirs, que vieram da Letônia.

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Crianças letas bordando em Nova Odessa, 1920.
Arquivo da I Igreja Batista de Nova Odessa

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A produção de fios de roca era uma tradição trazida da Letônia que foi difundida em Palmas, assim como em Nova Odessa – 1920.
Arquivo I Igreja Batista de Nova Odessa.

A História e a cultura desses homens de luta e coragem que colonizaram a cidade de Nova Odessa-sp, ganhou um espaço na cidade de Campinas-SP, reunindo num só lugar, um espaço de harmonia e reflexão sobre o bordado.
Para Lee Albrecht e sua família cultivar essa coleção, significa reforçar seus laços com todas essas tradições, sem medo de mostrar suas raízes e suas ideologias.
E o mais prazeroso de tudo, é que encontramos pessoas que compartilham do mesmo sentimento, presenteando a minha coleção com peças e livros de famílias, pois sabem que aqui irão ser cuidadas com carinho.

avental
Avental bordado por Erna Albrecht durante a travessia de navio entre Alemanha e Brasil em 1927.
bolsa
Pequena bolsa da década de 1930, onde as mulheres levam o terço para a missa.
agulhas

Antigas agulhas da família Albrecht,vindas da Alemanha.

linha

Carretel de linha importado  datado de “ Agosto 1904”

dedal dedal1
Coleção de dedais de várias partes do mundo, trazido pelos amigos e alunas.
maquina

Antiga máquina trazida da Rússia em 1890, por uma família de Nova Odessa.

fragmento

Fragmentos de bordado em Darning Stitch, de uma roupa típica da Escandinávia, aproximadamente 80 anos, presenteado por uma família de Campinas.

sample

Sampler Ponto Cruz, pertencente à família Torres, bordado em um Colégio de freiras no Espírito Santo – idade aproximada de 120 anos.

chifre

Chifre de veado, usado por bordadeiras antigamente (idade aproximada 130 anos)., presenteado por uma família de Campinas.

corina

Fragmento do Bando da cortina da Baronesa de Itapura, pertencente à família Torres, datado provavelmente do ínicio do século 20 (1910). Palacete do Barão de Itapura no Pátio dos Leões na Rua Marechal Deodoro – PUC Campinas.

diploma diploma

Diploma da Escola de Corte e Costura Primor, na cidade de Americana-SP, em 1944, registrado e selado em Cartório em nome de Edith Albrecht e ao fundo avental usado em seu casamento pelas moças que serviram na recepção no ano de 1947, em Nova Odessa.

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Bandô adquirido pela família Azevedo, aluna da Escola, em Junho de 2009, num mercado do Quirquistão, pertencente a um Palácio e bordado no ano de 1960. Peça rara e de valor histórico.

No Acervo pessoal ainda temos um pequeno acervo de bolsas antigas, bordadas à mão.

Conheci D.Maria Lima, em 2007, uma senhoria de 83 anos, nascida em 24 de abril de 1923 na cidade de Pirapora MG, quando solteira começou a bordar uma linda colcha em ponto matiz. Nessa época também trabalhava no Banco Comércio Indústria de Minas Gerais, como escrituraria, deixou o emprego para casar, teve filhos, mas nunca terminou de bordar a colcha. Em 1962 veio morar em Campinas, teve a idéia de cortar a colcha em pequenos pedaços de bordado e distribuiu entre os filhos. No ano de 2006, uma de suas noras, trouxe o pequeno pedaço de bordado e presenteou o acervo, pediu que fosse colocado em um quadro e no ano seguinte no dia do aniversário como presente, Dona Maria veio conhecer  e ver o seu bordado fazendo parte de nosso acervo. Acabei adquirindo outro bordado que ela pretendia fazer uma rifa, para doar o dinheiro a uma instituição. Fizemos um workshop com as alunas para ver D.Maria bordar e apesar de suas mãos envelhecidas pelo tempo e pelo serviço pesado, quando pegava na agulha, sentíamos a beleza e a leveza de sua alma.

 

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